Com 13º, PLR e aumento salarial, metalúrgicos injetam R$ 245 milhões na economia de Taubaté

O setor metalúrgico será responsável pela injeção de R$ 245 milhões na economia de Taubaté até o fim deste ano e nos primeiros meses de 2019. O valor é a soma dos pagamentos do 13º, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e o aumento real de 5%, obtido na campanha salarial de 2018.

O cálculo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apontou que só o 13º salário injetará cerca de R$ 80 milhões, até o dia 20 dezembro, data limite para as empresas efetuarem esse pagamento.

A estimativa é de a PLR gire em torno de R$ 130 milhões. Como ocorre todos os anos, a quantia definida para os trabalhadores de cada empresa é dividida em duas parcelas: a primeira já vem sendo paga pelas empresas desde os primeiros meses do ano e a segunda ocorrerá em 2019.

O aumento real de 5%, soma da reposição da inflação do período de 3,64% (INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e mais 1,36% de reajuste, vai representar o acréscimo de R$ 35,5 milhões no pagamento mensal dos metalúrgicos de Taubaté e região, que tem aproximadamente 14 mil trabalhadores.

 

Balanço

A campanha salarial 2018 foi extremamente vitoriosa. A afirmação é do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau), Cláudio Batista, o Claudião, destacando a participação e o envolvimento dos trabalhadores.

Para Claudião, o empenho, a dedicação e o compromisso dos metalúrgicos, nas mobilizações e atos dos diversos sindicatos, foram ações fundamentais para o êxito da campanha. “Quero ressaltar que a atuação da Federação de Sindicatos dos Metalúrgicos da CUT/SP (FEM) foi brilhante, mesmo diante da atual conjuntura, com reforma trabalhista e fim da ultratividade.”

Claudião ressaltou que além do aumento de 5%, a FEM e Sindicatos conseguiram a renovação das cláusulas sociais, “a maior lei que o trabalhador pode ter para garantir seus direitos.”

Segundo o presidente do Sindmetau, as negociações da campanha salarial 2018 foi a mais difícil dos últimos 20 anos. “O cenário conturbado dificultou a conversa com os patrões, que atacaram com muita força as questões das cláusulas sociais. Mas vamos terminar 2018 com muita alegria, pois conseguimos manter por mais um ano os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *