Campanha salarial: trabalhadores aprovam reajuste de 5% e garantem a Convenção Coletiva

Os metalúrgicos das empresas dos grupos 2, 8.2 e 8.3 (G-2, G-8.2 e G-8.3) de Taubaté e região aprovaram o reajuste salarial de 5%, com aumento real, e a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Para os trabalhadores do G-3 (autopeças), além do percentual de 5% de aumento real, o acordo possibilitou a renovação integral da CCT. Foi aprovado ainda que as homologações serão realizadas no Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau), a não terceirização da atividade fim, respeito ao TAC (Termo de Ajuste de Conduta), no Ministério do Trabalho (taxa negocial do não sócio) e cartão alimentação (implantação e reajuste).

A assembleia geral foi realizada no dia 26 de outubro na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau) e conduzida pelo presidente da entidade, Cláudio Batista, o Claudião, que destacou a presença dos trabalhadores.

“É gratificante ver a participação de todos nos eventos do Sindicato, principalmente em uma assembleia para deliberação de um avanço diante de um cenário tão diferente de tudo que já passamos, com a reforma trabalhista que veio retirar direitos conquistados há muito”, disse.

Claudião afirmou que mesmo com toda dificuldade, a luta da Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM/CUT), juntamente com o Sindmetau, conseguiu aumento real e a renovação das cláusulas. “Toda campanha que tem um aumento real é uma campanha vitoriosa, o que há muito não ocorria. Foi uma vitória grandiosa em todos os aspectos.”

O presidente do Sindmetau destacou a atuação da FEM/CUT na campanha salarial de 2018. “A Federação fez uma discussão fenomenal com o grupo patronal e, através de discussões e mobilizações, conseguiu o aumento e manter a convenção coletiva mesmo com a reforma trabalhista. A entidade está de parabéns.”

Durante a assembleia, Claudião explicou que a convenção coletiva é fundamental para a segurança do trabalhador. “Uma das discussões mais intensas foi sobre a cláusula B-94, que trata de doenças ocupacionais e de acidentes de trabalho. Conseguimos mantê-la.”

O presidente da FEM/CUT, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, destacou a vitória que foi a convenção assinada. “Em tempos de reforma trabalhista e o fim da ultratividade sobre as CCTs, garantir aos trabalhadores todos os direitos da convenção anterior é uma grande conquista. Além disso, como falamos no inicio da campanha, não assinamos nenhum acordo sem aumento real”, finalizou.

G10

A convenção coletiva ainda não foi concluída para o G10, grupo formado por empresas pequenas e familiares. De acordo Claudião, até agora as negociações chegaram a um reajuste de 3,64%, a reposição da inflação acumulada nos últimos 12 meses.

 

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